quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

BC aciona MPF para bloquear R$10 bilhões ligados ao Banco Master


Em uma ofensiva para resguardar ativos e garantir a ordem do processo de liquidação, o Banco Central (BC) solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) o congelamento de valores que ultrapassam a marca de R$ 10 bilhões. O montante está alocado em fundos de investimento que eram utilizados pelo Banco Master, instituição que recentemente teve sua liquidação decretada pelo regulador.

O requerimento de bloqueio ocorre em um momento crítico, logo após a interrupção das operações da instituição. A estratégia da autoridade monetária visa impedir que recursos significativos sejam movimentados ou retirados antes da apuração completa das obrigações da massa liquidando. O foco da medida são os veículos de investimento estruturados, que concentram grande parte do patrimônio gerido ou vinculado ao banco.

A atuação conjunta com o MPF é um rito padrão em casos de intervenção sistêmica, servindo como uma camada extra de proteção contra a possível “dissipação de ativos”. Segundo interlocutores próximos ao processo, a rapidez na solicitação é fundamental para evitar que decisões rápidas e de “difícil reversão” comprometam o ressarcimento de credores e a estabilidade do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Dívida Pública sobe 1,62% em outubro e supera R$ 8,2 trilhões.


A emissão de títulos vinculados aos juros fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em outubro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (27), em Brasília, pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,122 trilhões em setembro para R$ 8,253 trilhões em outubro, alta de 1,62%.

Em agosto, o indicador superou pela primeira vez a barreira dos R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), revisado em setembro, o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 0,31%, passando de R$ 7,82 trilhões em setembro para R$ 7,948 trilhões em outubro. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 41,38 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis vinculados à Taxa Selic. A essa emissão líquida, somou-se a apropriação de R$ 85,23 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

A “dama de ferro” tá com tudo!


A secretária municipal de Trabalho e Assistência Social de Natal, Nina Souza, saiu em defesa do empréstimo de US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) que a Prefeitura pretende contratar junto ao Banco Mundial para investimentos na área social.

Conhecida nos bastidores como “dama de ferro” e esposa do prefeito Paulinho Freire, Nina tem conduzido pessoalmente as articulações do projeto, considerado o maior investimento social da história da capital potiguar.

Segundo ela, a proposta surgiu diante do “abandono financeiro” por parte do Governo Federal e da falta de emendas parlamentares destinadas à assistência social. A secretária quer garantir a liberação dos recursos e, claro, manter o controle rigoroso sobre a execução do programa, que promete transformar a rede socioassistencial de Natal.

Nina é candidata a deputada federal.